quinta-feira, janeiro 22, 2009

Quebra-Costas

Amplo, alto e acentuado se estende
Pela entrada da velha Almedina.
Guardadas por seu simpático Cérbero,
Agitada pelas tendas e pelos convívios
Não há na urbe quem lhe fique indiferente.

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quarta-feira, janeiro 21, 2009

Noite Fria e Deserta

Noite fria e deserta
C'o cheiro da chuva
Do dia.


Sigo com meus livros,
Códigos e tratados
De estudo.


O futuro incerto
Que me aguarda lá,
Meu Deus!


E as coisas queridas
No Brasil deixadas,
Tão amadas!

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quinta-feira, setembro 25, 2008

Na Tasca

Viva! Tragam mais vinho!
Sim! Hoje é dia de festa!
Quero muito fado. E nesta
Tasca, ninguém sozinho.

Sim, presunto também!
Aqui se bebe e se come.
Aqui a tristeza some,
Cá não faltam vinténs!

Contas? Impostos? Não!
Chega de obrigações!
Aqui só diversões:
Vinho, alegria e canção!

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quarta-feira, setembro 24, 2008

Pombos e Mais Pombos

Enchem-se, reúnem-se, e comem.
Comem, comem muito.
E invadem todos os lados,
Todos os sítios são seus.

Câmara, Santa Cruz, Sá da Bandeira,
São como que onipresentes.
Tal como os estudantes, vão e voltam,
Mas os pombos nunca abandonarão Coimbra.

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Setembro‏

Depois de longas e quentes jornadas
Opacas, a vida retorna normalmente
À tricana urbe.

Retorna, pois Coimbra é deveras viva.
Coimbra é a vida juvenil em solo velho e muros antigos.

Nas ruas sobem e descem trajados
E caloiros, num longo rito iniciático.
Cantam, dançam, gritam,
Pulam, descem, sobem
E terminam e repetem.
Quem disse quando vai terminar?

A que horas acaba?
Porque acabaria?
Quem disse que deve acabar?
O quê deve acabar?

Em Coimbra a vida só está novamente a re-começar .

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